MERRY CHRISTMAS, FELIZ NATAL, VROLIJK KERSFEEST!!!

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Dança do Ventre - Diferenças entre Sensual e Vulgar parte 02

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    A Dança do Ventre se desdobra em diversos momentos da vida feminina, entre elas como uma dança que incrementa a intimidade de um relacionamento amoroso. 
A Odalisca - Albert Aublet

    Durante alguns anos como professora, surgiram muitas perguntas por parte de pais de alunas e alunas a respeito da sensualidade desta dança. Digamos que alguns anos atrás havia uma moral um pouco diferente e um outro conceito a respeito da Dança do Ventre. 

    Sempre surgia a questão entre os limites do vulgar e do sensual.

    Como já foi escrito nos posts anteriores, essa Dança teve sua origem em diferentes contextos do cotidiano oriental, desde os rituais sagrados na antiguidade, as classes de dançarinas profissionais e cortesãs na Idade Média, o Orientalismo que colocou a figura feminina como um objeto exótico e sexual e a formação de uma Dança do Ventre no ambiente burlesco da sociedade ocidental em fins do seculo XIX e início do XX. 

     Já temos uma trama complicada para definir o que dançamos e que tipo de etiqueta deve ser seguida para cada situação.

A Odalisca Favorita - Falero

      Mas, uma coisa é muito clara, quando a mulher valoriza-se a si própria, corpo, mente e espírito as diferenças entre sensualidade e vulgaridade deixam de ser nebulosas, pois é entendido que a sensualidade enaltece  as qualidade físicas do corpo e a vulgaridade tende a degradar, como esclarece o texto abaixo:

   (...) "Considera-se que o erotismo é algo que torna a carne desejável, a mostra em seu esplendor e florescimento, inspira uma sensação de saúde, beleza e prazer, enquanto que a obscenidade desvaloriza a carne, que é associada com sujeira, imperfeições e palavras sujas." (...)

Alexandrian ( historia da literatura erotica ROCCO 1993 pp 440 1 vol.


    Para isso existem diferentes jeitos de conduzir a sua Dança, por favor, não dance flertando e fixando-se nos olhos dos homens solitários ou acompanhados, se você estiver em um restaurante, por exemplo.

A favorita do Harem - Fabio Fabbi
    Acredite, isso não é poder e nem liberdade de sua feminilidade, ao contrário, colocar-se desta forma degradará a sua própria imagem, pois disputar a atenção nada mais é que uma manifestação de carência afetiva. 

  E depois, trabalhe a sua sensualidade na Dança como mulher de poder que compartilha essa energia criadora, fértil e alegre e olhe para as mulheres partilhando desta alegria. 

  Se você disputar com elas, está declarado que você se sente tão inferior a ponto de se impor, a qualquer custo, para conquistar algo que para você é superior, o homem, no caso... pense bem! 

   As artes sensuais estão além disso, foram estudadas para um outro contexto, a alcova; Lá você poderá compartilhar com quem ama, ou com quem decidiu compartilhar esse momento, mas faça dele especial!

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isis zahara


Leia:


The Perfumed Garden - PDF download


Kama Sutra - PDF download






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A Dança do Ventre como Arte Sensual - parte 01

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  A Dança do Ventre tem origem no passado em danças rituais de fertilidade, num período em que provavelmente o sexo era visto como um ato sagrado, parte da vida. Assim descreve um papiro egípcio a respeito da vida privada de uma casal:

"Se sois discreto,
Tu encerrarás em tua casa e amarás nela
A tua mulher, alimentarás bem, a adornarás,
Porque os vestidos de seus corpo, os perfumes
serão a alegria de sua vida."


Kama Sutra  a Tale of Love - Mira Nair



Sabemos que no Oriente as artes sensuais eram extremamente estudadas pelas mulheres, principalmente pelas cortesãs, uma classe social de mulheres destinada justamente ao estudo do amor sensual. Como exemplo temos as gueixas no Japão, as devadasis indianas, as sacerdotisas da Deusa Ishtar na Mesopotâmia e as devotas de Hathor no Egito. 

Também livros como Kama Sutra revelam uma delicada documentação sobre a etiqueta sexual da sociedade indiana do século XVII, muito mais do que posições o livro trata de como se preparava um leito para o amor, os alimentos, a forma de conversar,  como oferecer uma bebida etc...

Mata Hari

Acredito que neste período em que a mulher aparecia menos na sociedade, pois o homem dominava a política, o comércio e as demais atividades sociais, coube à ela deselvolver uma infinidade de técnicas que supriam essa vida encerrada nas sombras, fosse nas casas, nos haréns, nos prostíbulos ou nos templos.

Conhecedoras de tudo relacionado à vida desde o seu nascimento, pois eram elas também as próprias parteiras, médicas e consultoras, enfim, um tratado de diversos conhecimentos desenvolveu-se ao longo dos séculos, entre eles as artes sensuais, envolvendo a dança como um dos elementos principais.

A Dança do Ventre na sua antiga forma, a Raks al Nahal, teve uma relação muito forte com o ritual de fecundidade, a figura da deusa Hathor, o amor e o sexo, acredito que além do formato dançado nas ruas e festas também existia uma dança de alcova, destinada ao relacionamento sexual de um casal, do sacerdote com sacerdotisa (no Egito Antigo) ou entre Sultão e Concumbina.

Sem o preconceito de que essa idéia deturparia a condição da Dança do Ventre, prefiro descartar a questão do pecado relacionado ao sexo, pois, a Dança sacramenta tudo o que é relacionado à vida, assim como a união dos elementos da Natureza, desde a química até a biologia, contando todo um ritual erótico de atração.

Isso não quer dizer para você sair pelos cafés dançando de uma forma vulgar, cada momento tem o seu lugar! 


Mas, você pode utilizar a Dança do Ventre para um momento especial em que compartilhará com a pessoa amada. 



Para isso, uma simples coreografia, algumas músicas, velas perfumadas, incensos e óleos de massagem podem ser interessantes aliados à noite.


- óleo essencial de gerânio (medicinal para massagens).


- Músicas como o CD "Eternal Egypt" - Hossam Ramzy e Phill Thorton.

       -  rosas e velas vermelhas.


- procure uma dança com véus ou com velas.






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isis zahara





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Coreografias para Khaleege, khaliji

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thobe 
    Em geral todas as coreografias que denominamos Khaleege são feitas para nós ocidentais, pois o gênero vêm se formando como um estilo único não faz muito tempo. As danças tradicionais fazem parte do cotidiano e têm suas características regionais, sendo originalmente improvisadas. Como já foi discutido em posts anteriores.
    
    Para um curso de Dança do Ventre, o estudo das Danças femininas do Golfo Pérsico inclui elementos tradicionais e contemporâneos e mesclam elementos de diferentes regiões, mas, importante destacar que essa versão é nova e adapatada para o contexto da Dança do Ventre, pois um estudo mais detalhado das manifestações folclóricas dos povos Khaleege a questão é mais profunda.

   Segue um vídeo da bailarina russa Irina Belopolskaya, uma bonita coreografia de Khaleege, com elementos tradicionais e modernos, voltada para um show de dança e que pode ser utilizado em um curso como inspiração. 


    



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isis zahara

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Iraqi Dança do Ventre - Estilo Kawleeya

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Agradecimento à Dalia AlChamary que ofereceu muito das informações e videos deste post
 
Malayeen - bailarina mais famosa do Iraqi

 
 
 A palavra Khaliji se refere a tudo o que é pertecente ao Golfo Persico, assim como a palavra Baladi refere-se à cultura egípcia. Mas o Golfo possui diferentes países, etnias e diferentes estilos de Dança.


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Mundo virtual: relações humanas, demasiado humanas – Parte 1 – Marcelo Tas, Martha Gabriel, Ronaldo Lemos e Jorge Mautner

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Café Filosófico - Marcelo Tas
Assista aqui e confira um depoimento meu e as vídeo-aulas no youtube!


clique aqui!

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Dança do Ventre Arábia Saudita - Kwaliya, Samri, Al Nasha'at

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thobe al nashar
 
A palavra Khaleege ou Khaliji, significa tudo o que é referente ao Golfo, inclusive as pessoas que lá nasceram, que muitas vezes não se consideram árabes, pois têm outras descedências de sangue e tradição, mas se consideram khaliji.

  O Golfo compões de diferentes países como Kuwait, Bahraini, Qatar, Emirados Arabes, Iran e Iraq onde você poderá observar uma diversidade cultural intensa com significativas diferenças entre a dança e a música. Ou seja, cada país possui o seu estilo próprio de dançar e em geral sabe-se muito pouco sobre as diferenças e classifica-se tudo como "Danças do Golfo".
 
E existe, por exemplo, uma espécie de Shaabi do Golfo, em que as meninas dançam de forma bem vulgar, como o Funk brasileiro, chamado de Malaya.

   Muitas das danças denominadas khaleege são executadas por homens:








O  que dançamos é a dança feminina ou Dança das mulheres cujos termos diferem de um país para o outro, sendo Raks al Nasha'at para a Arábia Saudita e Kawaliya para o Iraqi,  que é mais rápido e individualizado.



 

 A dança tornou-se mais conhecida  no Egito, pois os shows de música e dança incorporaram o estilo para homenagear os turitas sauditas. Portanto, muitas vezes é possível encontrar um trecho de  soudi ou chobi (ritmos típicos do Golfo) em meio a um repertório musical de Dança do Ventre egípcia

   A Raks al Nasha'at tradicionalmente acontece nas comemorações de véspera de casamento, quando as mulheres se reunem para pintarem-se com henna e cuidar da noiva. Como acontece em um ambiente feminino as canções podem conter brincadeiras em relação a noite de núpcias, improvisadas com as histórias da própria família. 


 Mas isso não é uma regra, pois difere a cada região e atualmente os shows folcloricos colocaram a dança nos palcos e nos hotéis. As mulheres dançam coreografias e os shows podem ser mistos, a temática das músicas também se atualizou com as novas condições de vida.



     

   

    

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Ghawazee - dança, indumentária e outros mistérios

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"Mostrei antigas fotografias das  Ghawazee com saias longas feitas de veludo ou cetim, Yusuf disse que havia algumas Ghawazee que ainda usavam esse traje antigo. Ele e Su'ad também reconheceram os vestidos longos de tull bi- telli, tecido trabalhado com nós  de metal achatados, freqüentemente associados com as Ghawazee no imaginário popular egípcio. Eles  também descreveram vestidos como o preto com prata ou dourado, com longas e amplas mangas, abertos na frente quase até a cintura, e longos o suficiente para cobrir os pés. No entanto, os vestidos de tull bi-telli eram raros fazia muito tempo."

Sirat Al Ghawazi part 08 - 
Edwina Nearing para Gilded Serpent 1976


    O figurino ghawazee que conhecemos a partir de antigos cartões postais seguem a moda turca dos fins do século XIX, colete e calça bufante ou saia rodada e curta em contraposição com Tull bi - Telli ou Assuit  que é a galabiya tradicional egípcia, bordada em prata ou ouro, utilizada a partir da Idade Média e que tornou-se cada vez mais rara. 

  Alguns elementos da indumentária ghawazee são em grande parte inovações feitas pela família Maazin, cujo patriarca Yusuf, entrevistado por Edwina, descreve as mudanças e contextualiza a situação de seu clã em relação as transformações históricas do Egito.

   Um dos elementos criados pelos Maazin é aquele diadema, que durante os anos 70 e 80 virou uma febre entre as dançarinas de Dança do Ventre do mundo todo. Originalmente a ghawazee cobria os cabelos, como toda mulher do deserto, com um longo lenço bordado e arrematado com pompons (ainda é possível de ver nos trajes folcloricos dos fallahins por exemplo), mas por uma decisão interna do grupo, as Maazin criaram um diadema em forma de crescente, que prendia os cabelos para trás e ao mesmo tempo oferecia maior efeito nos espetáculo. O acessório foi apelidado de Taj Mahal, termo que no Egito quer dizer coroa. 

Khariya - Edwina para Gilded Serpent
   O crescente de prata é um símbolo comum na indumentária do Alto Egito, tanto nas galabiyas, nos acessórios de prata como colares e brincos. Mas, com o passar do tempo e as transformações na vida e na cultura egípcia os figurinos sofreram atualizações de acordo com as novas necessidades e situações financeiras, os colares e moedas foram substituídos por lantejoulas e paetês, as fitas de cetim, que pendiam dos quadris até os tornozelos, por faixas com franjas de missanga, assim como a saia, ganhou babados de franjas com maior volume nos quadris para destacar os movimentos.

    Entre passado e presente muitos elementos mudaram, claro, mesmo porque a tradição vêm se perdendo ano após ano como todas as tradições em processo de extinção, e isso se deve aquele fato histórico em que as ghawazee foram expulsas do Cairo num processo de manutenção da moral na sociedade egípcia. Na região de Sombati, por exemplo, não se fala sobre o estilo daquela região, mantém-se apenas a lenda de que era muito sensual e nada mais...

    Mas, os movimentos, da família Maazin pelo menos, sobrevivem dentro da Dança do Ventre e há grupos ocidentais preocupados em manter, pelo menos a técnica; não é a mesma coisa, pois a tradição se faz com um família reunida, o patriarca compondo as musicas, os homens tocando e as mulheres improvisando sua própria história...


    E quais são os passos que identificam um estilo ghawazee? 

    Além de passos folcloricos presentes nas demais sha'abis, como assaya ou fellahin, as ghawazee costumam manter uma vibração constante nos quadris. 

São característicos os seguintes passos:

Percurtir o pé (planta inteira) no chão durante as batidas laterais.

Acento forte para a lateral seguido de shimmy.

Egyptian walk - shimmy em triangulo.

saltinhos para trás como nas danças libanesas.

movimentos de braços em círculo - no alto da cabeça ou na região do ventre.

twits com acento diagonal.

Encostar-se uma na outra, pelas costas enquanto dançam.

 As ghawazee também praticavam algumas artes circenses, como equilibrar as bengalas na cabeça, nos quadris e no busto.


)O(
isis zahara

www.gildedserpent.com


  

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Repertório das Ghawazee - segundo Edwina Nearing

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   "No Alto Egito a dança Ghawazee podia ser encontrada nas cidades de Qena, Balyana e Jirja, bem como Luxor.  Todos os artistas Ghawazee, incluindo as Banat Mazin, eram provenientes de grupos, não Nawari, mas como Bahlawan e Halab. As mulheres, seguem os passos de seus antepassados que a literatura ocidental imortalizou como símbolos de exotismo oriental; os homens tocavam instrumentos musicais, animando casamentos e outras celebrações, realizadando o Tahtib."


Edwina Nearing
Sirat AL-Ghawazi - Gilded Serpent magazine 1976 


     A Tradição ghawazee é conhecida como uma tradição cigana e muitas vezes acabamos relacionando-os com a rota feita pelo povo Romany desde a India até o Egito e Europa, mas, uma pesquisa mais aprofundada, lendo o livro "O Mistério das Ghawazee" escrito pela orientalista e jornalista Edwina Nearing - as Ghawazee são de diversos grupos etnicos como o Nawar, Bahlawan e Halab e cujas origens sem misturam com a dos Romany, mas não são as mesmas. 

    A tradição ghawazee Nawaar por exemplo, pode ter vindo da antiga Pérsia, em tempos da rota da Seda...

    A coreógrafa e etnóloga Helene Eriksen, especializada em danca e etnologia pela Universidade da Califórnia, definiu as ghawazee como grupo nômade Nawar presentes no Egito, Síria e Líbano. Considerando como exemplo a escrava sexual de Flaubert, Kuthuk Hanen, imortalizada em seu livro "Voyage en Orient" e a histórica Little Egypt presente na feira Mundial de Chicago, lembrando aqui que ambas eram de origem síria.






    Outra informação importante e que consta no livro são as descrições feitas por um homem do grupo Nawar e que, inclusive reclama sobre o desgaste da tradição ghawazee em nome do turismo, onde um formato de show foi se estabelencendo e o restante foi sendo esquecido. A pesquisa foi feita em meados dos anos 70, sabemos que atualmente somente uma mulher, a Khariya Mazin ainda mantém a tradição da dança.


     Nesta pesquisa interessantíssima, Edwina fez o levantamento de um repertório de movimentos ghawazee que repasso neste post:

 Raqs al-Takht: abertura para uma dança de casamento ou outro entretenimento realizados com mizmar e tabla baladi, três ou quatro dançarinos. Não há uma coreografia defninida, mas, uma estrutura pontuada, em determinados pontos da música os bailarinos, deve executar os mesmos movimentos.

Edwina dançando com Khariya para Gilded Serpent

Al-Na'asi: A bailarina executa shimmies ininterruptamente tocando snujs. O Na'asi é acompanhado por mizmars tocado num tom mais abaixo, abafando a boca do instrumento.

'Asharat al-Tabla: Um dos músicos segue a dançarina, tocando uma tabla baladi, como na dança de bastão libanesa. A Ghaziyya, inclina-se para trás deixando os cabelos tocarem a pele do tambor.

Raqs al-Jihayni: Descrita no livro como a mais antiga,  as ghawazee dançam o Tahtib segurando um bastão e imitando os homens de seu grupo.

Nizzawi:coreografia rápida realizada por duas bailarinas ou mais bailarinas com bastões. Dançam frente a frente em fila, afastando-se e unindo-se, compondo desenhos em grupo e alternando-se em pequenos solos.

    As ghawazee nunca dançam com espadas, por ser uma tradição Badawi, dos beduínos.

    

www.gildedserpent.com
www.snakeskin.com/edwina.htm

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A Dança Ghawazee - Sombati, Banat Mazin ou modern ghawazee ? parte 01

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    As ghawazee, como já foi discutido em um outro post, eram ciganas provavelmente do grupo Nawar, que se estabeleceram no Egito durante o Império Romano. 

  As mulheres viviam nas ruas como dançarinas e animadoras de festas, muitas vezes como prostitutas e possuíam um estilo sedutor e exagerado de dançar em oposição às awalim, cortesãs dos palácios, que em verdade, nenhum ocidental chegou a ter contato direto, mas se supõe pelas descrições e pelas danças palacianas como essas misteriosas mulheres deveriam ser.

   Enfim, a dança das ghawazee foi um dos estilos que serviu de estrutura no desenvolvimento da Dança do Ventre neste formato que conhecemos atualmente, mas, afinal, o que é e quais são os passos que determinam o estilo ghawazee?

   Para quem estuda mais afundo a cultura cigana, sabe-se que cada família de ciganos possuía uma forma diferente de dançar e que no final do século XIX, pelo menos dois estilos se mantiveram para o estudo ocidental: o Sombati e o Maazin

    Dentro destes dois termos ainda há a discussão pelos nomes dados, pois Sombati é também um ritmo e uma região e Maazin é o nome de uma família de ciganos, que atualmente mantém a tradição da dança.

     Dentre estes dois estilos, o primeiro é mais agressivo em termos de sedução e o segundo parece-se bastante com a dança do ventre, principalmente alguns passinhos que deram origem ao American Tribal.

   A bailarina Aisha Ali fez um resgate de qualidade quanto aos passos do estilo ghawazee como é possível de assitir video abaixo: 



     

   Também a bailarina egípcia Aida Nour desenvolveu um estilo, chamado de modern ghawazee, pois contém os passos da dança Maazin dentro de um repertório de Dança do Ventre. Abaixo Khairecya Maazin, demonstrando o estilo ghawazee segundo sua tradição:



   O estilo ensinado pelas Banat Maazin tem mais ou menos seis passos, nada mais, o que nos leva a acreditar que muito da tradição se perdeu ou que num tempo passado não havia uma exigência técnica como existe atualmente. 


   Principalmente sendo uma dança de rua, presente nas festas, a brincadeira com o público deveria ser mais explorada do que uma sequência apurada de movimentos técnicos. 


   Eu, particularmente, gosto da releitura feita pela bailarina tunisina Leila Hadaad:





    Já o modern ghawazee, criado por Aida Nour, segue a técnica do baladi com uma pontuação mais sedutora e brincalhona por parte da bailarina.

 Um vídeo que nos oferece a real condição dos ciganos egípcios e da figura da ghazyia é o Lacho Drom, seleciono abaixo o trecho a que menciono, atenção à coordenação entre quadris e pés: 





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isis zahara

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Dança com Bastão - estilo egipcio ou libanês? parte 01

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    Entre tantas perguntas que recebo, uma delas me chamou a atenção para compartilhar neste post.

     Acredito que a Raks al Assaya é bem conhecida quando o assunto é danca do ventre e a todo momento fazemos uma referência ao Egito, mas nem sempre nos damos conta que o bastão está presente em outros países árabes, como o Líbano.

     Então segue aqui a pergunta: quais as diferenças ou semelhanças entre a dança de bastão libanesa e a egípcia?

    Muitas culturas do Oriente Médio tradicionalmente caminhadas, pastoreio e auto/defesautilizam bastões para  e todas elas têm como tradição a dança com bastão.


Egito



     A mais conhecidas é o Tahtib, dançada pelos homens da região de Said no Alto Egito , por ter sido coreografada por Mahmoud Reda e transformada em parte de um espetáculo de sua troupe. Mahmoud Reda criou  também coreografias para as mulheres, que originalmente dançavam sem bastão. No vídeo abaixo Suhair Zaki dança um Said sem bastão:



     A partir disso a Raks al Assaya (dança com bastão) foi incorporada por muitas dancarinas de dança do ventre que passaram a imitar e a brincar com os movimentos do Tahtib. Além de brincar com a assaya, as combinações fazem diversas referências aos passos dos cavalos, pois o povo do Alto Egito é conhecido pela criação e treinamento desses animais.




    A música tradicional Said é única, incluindo instrumentos como mizmar, rebab, tabla e outros instrumentos que utilizam os ritmos Saidi e Fallahi de base. 

    A partir dos anos 70, o ato de segurar uma bengala foi incorporado na dança baladi apenas por modismo da época (como você poderá assistir em um show de Fifi Abdou), sem utilizar necessariamente os passos do folclore e ficou conhecido por Assaya Baladi ou Assaya Cairo, resultando em muita confusão aos olhos ocidentais.


Líbano

   Também existe uma versão libanesa desta dança, que é derivada Dabkeh e em oposição ao said, fallahi ou baladi utiliza-se o ritmo nawari. Mas, como há um intenso intercâmbio entre as culturas do mundo árabe, principalmente na música e na dança, é possível observar um mix entre said e nawari, dois ritmos de 4/4 que oferecem aos músicos infinitas possibilidades.


   Um exemplo disso é a famosa canção "Shashkin" ou "Ya Ein Mouletain", tradicionalmente um ritmo Nawari, mas muitas vezes é tocado como said ou canções como "Ala Nar", que tradicionalmente é um Saidi, mas pode ser tocado como nawari...
   


   Na versão libanesa não há necessidade de dançar com o figurino folclorico como no Egito.

    Na dança libanesa a bailarina é seguida por um percussionista que joga com ela através da tabla baladi ou tavul. No Brasil, principalmente devido a comunidade sirio libanesa presente na cidade de São Paulo, é comum assistir dança com bastão  ao estilo libanês. 


    
 Segue abaixo uma apresentação do grupo de dança folclorica libanesa em San Diego 2004. As mulheres estão dançando a música Gana el Hawa de Abdel Halin Hafez. É um Said, mas a estrutura da coreografia está baseada no dabke:



 

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