GLOSSARIO DE DANÇA DO VENTRE

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    Estou muito feliz em compartilhar este post. O glossário, com os principais termos utilizados na dança do ventre, está disponível no link e será constantemente atualizado! 

clique no link abaixo!



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Dança do Ventre estilo Turco - karsillama e Roman Havasi part 04

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 A bailarina mais conhecida atualmente na Turquia é a Didem; como já mencionei num post anterior em que os artistas geralmente são de origem romany, ela não foge a regra. Mas o que a Didem tem de especial é que ela resgatou a qualidade da Dança do Ventre na Turquia, saindo um pouco daquela questão que selecionava mulheres mais pela sua beleza do que pela sua dança, sem querer desqualifica-la como uma beldade, a moça é extremamente bonita, mas, ela traz algo mais em relação as bailarinas da geração de 80.

    Didem também orgulha-se da sua origem e em uma de suas primeiras aparições na TV IBO da Turquia ela apresenta elementos do Roman Havasi em sua dança, como segue abaixo e observe como o ritmo é interpretado mais lento em relação ao americano. 




    Mas, quais são as diferenças entre Karsillama, Roma, Chiftelli, como eu estruturo uma dança em estilo turco ou turco cigano sem cometer erros?

   Estudar e estudar e estudar para sempre, e estar disposta a entender que nunca saberemos tudo por completo...mas, podemos aqui diferenciar três ritmos ou três princípios ritmicos e alinhá-los com o conhecimento de Dança do Ventre sem desrespeitar nenhuma tradição.

Karsillama

     Segundo Ahmet Ogren, professor de estilo romany e que leciona aqui na Bélgica, o Karsillama é uma dança folclórica dançada sempre em dois ou mais pessoas e se usa uma bandana na cabeça o que as confunde com ciganos.

  No Karsillama as evoluções acontecem em fila, rodas e é uma herança do Império Otomano, portanto você irá encontrar a mesma formação em países dominados pela Turquia no passado, como por exemplo na Grécia. Aliás, nas ilhas gregas o karsillama é mais famoso do que na própria Turquia. A contagem do ritmo segue mais ou menos assim: 1-2, 1-2, 1-2, 1-2-3




    Segue aqui um vídeo, onde é possível ter uma idéia dos passinhos básicos, bem básicos, do karsillama turco:


   E, finalmente a Didem interpretando um solo de tabla (Yasar Aspenke) com ritmo Karsillama, mostrando que a Dança do Ventre pode transcender as  fronteiras da dança folclorica sem cometer nenhuma aberração:



Roman Havasi

    A dança Romany turca ou o Roman Havasi é tradicionalmente interpretada individualmente, porque muito da personalidade do dançarino é exposta durante a apresentação, isso quer dizer que há diferenças substanciais entre bailarinos, como acontece na dança do ventre, cada um tem um estilo pessoal de dançar. 

   Mas alguns dos movimentos presentes são característicos como é o caso dos punhos fechados, entrechocar dos pulsos, marcação com o calcanhar e diversos saltinhos. Geralmente a contagem do Roman Havasi segue 1-2, 1-2,1-2, 1-3.

   Nos Estados Unidos o Roman Havasi acabou sendo denominado por Rompi Rompi e acabou se misturando ao ritmo Karsillama.


(continuarei no proximo post)

)O(

isiszahara








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Musica Turca para Danca do Ventre, Instrumentos musicais e ritmo parte 03

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  "The steps are in the music and the music shapes the dance"
 
Anahid Sofian


   Um show de dança do ventre típico turco é composto de vários estilos diferentes de música, reunidos sob o termo: "Oyun Havalari" que se refere à música de dança (em geral, música para dança do ventre, que muitas vezes inclui ritmos egipcios).





   Dentro do Oyun Havalari duas correntes musicais se destacam:  Arabesque e  Romany Havasi.



 

 
Arabesque é uma forma de fusão que combina música turca clássica com a música árabe. Incluindo a música egípcia para danca do ventre.



 

 
Romany Havasi, se traduz literalmente como música cigana e é composto por músicos famosos entre os ciganos. Pode incluir várias contagens de tempo, desde 04/02, 04/04 , 08/04 até 08/09, que é o çiftetelli turco.


 


 


  Nos Estados Unidos o çiftittelli foi reproduzido em uma versão sutilmente diferente quanto à acentuação; no tradicional os acentos acontecem como pausas, e no americano foram enfatizados pela tabla, a esse novo ritmo chamou-se Karsillama americano e  o estilo de dança acabou sendo denominado de American CabaretAtualmente o Karsillama foi integrado ao estilo de Dança do Ventre também na Turquia.

    

Os instrumentos musicais variam bastante e são muitos. A música turca segue um pouco o estilo ocidental de orquestra, podemos até dizer que avós de muitos instrumentos eruditos europeus estão presentes na musica turca classica.

 

Instrumentos musicais Turcos

 
 o derbacke ou darbuka
 
 

 
 
 
o Tef pandeiro tocado verticalmente
 
 
 
 
 o ud (alaúde de corpo bojudo e pescoço curto)
 
 
 
 
 a ney (flauta bamboo)
 
 
 
 o kanun (harpa horizontal, presente na musica classica arabe)
 
 
 
 saz (alaúde pescoço longo)
 
 
 
 zills (snujs)
 
 
 
 
 
kazik oyunu - colheres de pau
 
 
 
 
 zurna (clarinete de madeira)
 
 
 
davul parecido com a tabla baladi
 
 
 
cimbalom uma espécide de marimba e cravo ao mesmo tempo, provavelmente um pai avô do piano.
 
 
 
 
 
Baglama outro tipo de alaúde com um furo no corpo do instrumento
 
 
 
acordeom
 
 
 
violino
 
 


Instrumentos Folcloricos

 


   Mais recentemente, o órgão elétrico e sintetizadores também são utilizados.

 

A música se divide estilo clássico, folclorico, moderno e assim os respectivos instrumentos que melhor se adequam.

Exemplo de Ciftetelli folclorico com colheres




Abaixo um exemplo de ciftetelli moderno




http://www.turkishmusicportal.org
http://www.serpentine.org
 

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Dança do Ventre estilo Turco - Uma tradição Romany parte 02

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    Para aprofundarmos no estilo turco é imprescindível ler os artigos de Artemis Mourat e estudar um pouco da história da danca na Turquia, justamente para compreendê-la como parte da Dança do Ventre.



cengi da Anatolia 
   Digo isso porque até os anos 70, não se tinha noção das diferenças de estilo e os filmes egícpios tornaram-se a referência da dança oriental feminina e é por isso que é o estilo mais divulgado até então. Por outro lado, durante a década de 80 os restaurantes turcos contratavam mulheres pela sua beleza e que não eram exatamente bailarinas, na maioria das vezes prostitutas e que davam um caráter mais vulgar do que sensual à suas performances e isso fez com que muita gente renegasse o estilo turco. 


Mas, a Dança Oriental Turca é uma corrente maravilhosa possui uma história que mescla a cultura cigana, o período dos haréns e uma era de ouro, no início dos século XX,  com muitos teatros, pela hegemonia do império Otomano que abrangeou os Balcãs, a Hungria, Grécia, Anatólia, Sul da Europa, Síria, Palestina, Egito e Argélia.




 
O período dos haréns foi um dos momentos de maior intercambio pois  reuniu o maior numero de mulheres provindas das diferentes regiões.





O Harem - Picasso

   Conhecida pelo termo Ciftittelli é considerada "A Dança que amolece as pedras" tendo elementos das danças gregas e romanas, da dança persa, a danca Selçuk dos mongóis asiáticos e finalmente pela dança egípcia.


A Dançarina, geralmente chamada de Cengi, é a cigana, pois com exceção das danças folcloricas sempre foi  considerado um tabu a mulher turca dançar.
Portanto, as dançarinas jamais foram foram turcas e sim albanesas, ciganas, armênias, circassianas, judias etc...



Com exceção dos tempos atuais, a Dança do Ventre turca manteve a tradição romany do improviso, braços e abdomen serpenteantes :"A Dança Serpentine", onde você acha que a Rachel Brice se inspirou? - a utilização constante de snujs, pandeiros e saias extremamente rodadas, também muitos véus, sob influência do imaginário fantasioso dos haréns.




outros artigos:



Turkish Style Belly Dance - Artemis Mourat (www.serpentine.org)
wwww.bellydancemuseum.com



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Danças Turcas - Dança do Ventre

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"Ao estudar os vários estilos de Dança do Ventre, tenha em mente que nenhum estilo  é o mais correto ou melhor. Todos os estilos diferentes são bonitos e inspiradores. Cabe a você  desenvolver aquele que melhor lhe convier, e manifestar o seu verdadeiro eu. A única maneira de saber isso é expor-se a 
todos estilos."
   
Jasmin Jahal (turkish belly dance style, 1999)



 A Meca da Dança do Ventre é o Egito, lá encontram reunidos os mais conhecidos instrutores  e é justamente lá que outros estilos de dança árabe acabam sendo incorporados e divulgados para o mundo, tambem bailarinos, compositores e instrutores de outros paises acabam indo para lá.

Por isso as vezes, é um pouco dificil de identificar quem segue qual estilo, e quais são as diferenças existentes. Mas, tudo se esclarece com um pouco de pesquisa, estudo da técnica e da história.

 A Turquia possui uma história bem interessante em torno das danças sagradas, foi na região de Çatal Huyuk em que encontramos vestígios de um possivel matriarcado, onde figuras com cabeça de touro eram adoradas e dançarinas/sacerdotisas gravadas na paredes. 


 Também na Turquia, surgiu a ordem dos Sufis Mevlevi, em meados do século  XIII, cuja característica são suas danças giratórias. 


Muitas das awalin, dançarinas letratadas que apresentavam um repertório clássico de dança e musica no Egito, eram originárias da Turquia, tempos em que o Império Otomano desfrutava grande poder sobre vários países. 


Também é a Turquia uma país de muitos ciganos e muitas vezes as bailarinas de Dança do Ventre tem sua origem em familias ciganas. 



Todo esse contexto nos é importante para compreender um pouco sobre o estilo turco de dançar a Dança do Ventre, principalmente, por ser extremamente sensual, em alguns momentos um pouco vulgar. No passado recente, a grande maioria das dançarinas eram consideradas sinônimo de prostitutas, isso vêm mudando, com as novas gerações, mas, mantém-se um estilo bem ousado. 


  
Uma das mais sensuais dançarinas turcas, provavelmente foi Princesa Banu, 1976, como é possivel assisti-la no video abaixo e observar como é importante a interpretação no primeiro nível, ou seja, cambrets extremos, spacattos, belly rolls, braços, postura de sereia:



Uma outra caracteristica importante são os passos das dancas folcloricas turcas e o inconfundíveis ritmos: Karsillama e Chiftittelli. Nejla Ates uma antiga bailarina ficou conhecida em Hollywood à moda Mil e Uma Noites, como é possivel assistir no filme "O filho de Simbad" de 1955:




 Uma tradição Romany


Para aprofundarmos no estilo turco é imprescindível ler os artigos de Artemis Mourat e estudar um pouco da história da danca na Turquia, justamente para compreendê-la como parte da Dança do Ventre.




cengi da Anatolia 
 
Digo isso porque até os anos 70, não se tinha noção das diferenças de estilo e os filmes egícpios tornaram-se a referência da dança oriental feminina e é por isso que é o estilo mais divulgado até então. Por outro lado, durante a década de 80 os restaurantes turcos contratavam mulheres pela sua beleza e que não eram exatamente bailarinas, na maioria das vezes prostitutas e que davam um caráter mais vulgar do que sensual à suas performances e isso fez com que muita gente renegasse o estilo turco. 
Mas, a Dança Oriental Turca é uma corrente maravilhosa possui uma história que mescla a cultura cigana, o período dos haréns e uma era de ouro, no início dos século XX,  com muitos teatros, pela hegemonia do império Otomano que abrangeou os Balcãs, a Hungria, Grécia, Anatólia, Sul da Europa, Síria, Palestina, Egito e Argélia.

O período dos haréns foi um dos momentos de maior intercambio pois  reuniu o maior numero de mulheres provindas das diferentes regiões.
 


O Harem - Picasso

  
Conhecida pelo termo Ciftittelli é considerada "A Dança que amolece as pedras" tendo elementos das danças gregas e romanas, da dança persa, a danca Selçuk dos mongóis asiáticos e finalmente pela dança egípcia.

A Dançarina, geralmente chamada de Cengi, é a cigana, pois com exceção das danças folcloricas sempre foi  considerado um tabu a mulher turca dançar.
Portanto, as dançarinas jamais foram foram turcas e sim albanesas, ciganas, armênias, circassianas, judias etc...

Com exceção dos tempos atuais, a Dança do Ventre turca manteve a tradição romany do improviso, braços e abdomen serpenteantes :"A Dança Serpentine", onde você acha que a Rachel Brice se inspirou? - a utilização constante de snujs, pandeiros e saias extremamente rodadas, também muitos véus, sob influência do imaginário fantasioso dos haréns.








 
outros artigos:
Turkish Style Belly Dance - Artemis Mourat (www.serpentine.org)
wwww.bellydancemuseum.com





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Falar de Dança do Ventre no Brasil é falar de Lulu Sabongi

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    É, não tem como, a Dança do ventre no Brasil sofreu um marco a partir do surgimento de uma bailarina chamada Lulu Sabongi, eu sempre me arrisco a chamá-la de Najwa Fouad brasileira porque ela transformou o conceito de um show de Dança do Ventre.  

    Antes ia-se a uma casa de chá ou restaurante árabe pelo ambiente, pela comida e a apresentação vinha como um adicional, agora, vai-se uma casa de chá pelo Show de Dança do Ventre.
    
  Eu sou fã a muitos anos, mesmo porque tudo que sei começou a partir dela, como primeira bailarina brasileira a compartilhar conhecimento de uma forma mais técnica, todo o respeito à Shahrazad, mas, com a Lulu a Dança do Ventre transcendeu a apresentação típica de restaurante. 

  Através dela eu conheci,  um pouquinho do estilo de cada bailarina egipcia e libanesa de uma forma sutil e sem perder a liberdade de que a inspiração não arranca o seu estilo pessoal, ao contrário, aprender mais e mais, só é possível aceitando o que cada estrela tem a oferecer de melhor ao seu corpo criador.


   Uma das coisas muito importantes que aprendi com ela e acho uma das filosofias mais bonitas a se carregar na Dança do Ventre que é: 

   A Dança não lhe pertence, o seu estilo é parte de cada uma dessas mulheres que dançaram no passado e vêm sendo revividas a cada século por corpos e corpos de diferentes bailarinas, e por mais que você seja autodidata ou crie um estilo próprio, as raízes estarão cravadas nos pés de todas as mestras dançantes e anteriores à você...





Fica aqui meu sincero post, pois em real sou muito grata à sua dança


)O(
isis zahara

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Liberdade ao criar uma coreografia de Dança com Jarro - Para abrir janelas é preciso construir paredes

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    Não havendo uma regra que estruture esta dança, por ela ser parte uma criacão contemporânea do folclore egípcio, você pode sentir-se livre na sua composição. 


   Porém, se o objetivo é remeter aos fellahins egípcios, por favor, estude os movimentos do Balady foclorico e respeite a criação de Mahmoud Reda.  Se for folclore tunisino, estude  o quão importante é o jarro para eles, o ritmo etc...

   Não misture figurino fellahin com músicas Rajhastani, se for utilizar uma gama ampla de musicas e transcender a questão cultural, opte pelo estilo tribal que está mais aberto para isso. Portanto, estude American Belly Dance Tribal primeiro para depois compor ou opte por uma versão Bollywood e esqueça  o título folclore egípcio. 

    Falo isso porque, por desastre de destino, presenciei uma apresentação do tipo, não foi no Brasil e não mencionarei os nomes, mas, eu achei de extremo desrespeito, música indiana com figurino egípcio, o libreto divulgando com dança típica egípcia, uma verdadeira palhaçada. 

     Na minha opinião mesmo a fantasia orientalista, que cria um ambiente de Mil e Uma noites a cerca dos povos do deserto e todas as lendas criadas ao redor da dança, é de uma certa forma enriquecedora no processo criativo da bailarina. 

     Para uma criação estética não necessitamos apenas de verdades absolutas e comprovadas cientificamente, o imaginário criado ao redor é  mais útil na hora de estruturar um personagem ou uma coreografia.  Agora, tudo tem limites, para abrirmos as janelas, precisamos primeiro construir as paredes, como diz um sábio provérbio árabe.

   Portanto, pesquise primeiro antes de sair inovando! Você pode estar ofendendo culturas e tradições.

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