MANIPURA CHACKRA - Momento de refletir sobre o orgulho na dança

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Antes de retomar os exercícios sobre os chackras e a Dança do Ventre, segue aqui uma reflexão sobre este centro energético em que controlamos alguns sentimentos destrutivos como a raiva, o orgulho etc...
A importãncia desta reflexão começa em sala de aula e está voltada principalmente para as professoras e bailarinas profissionais, pois existe um momento em que toda a fase de descobrimento de uma sabedoria se transforma e a aluna torna-se professora.

Ao tornar-se detentora de um cargo em que a principal função é justamente repassar o conhecimento, seguindo as leis de um processo quase maternal, as alunas devem ser impulsionadas a ser tornarem capazes de executar a técnica, mas também de se conscientizarem sobre a importância que esta dança faz ao corpo, ao espírito. Se neste ambiente assistimos a brigas, fofocas, inveja entre bailarinas, entre professoras, alguma coisa foi repassada de forma errada. Momento de recolher-se e refletir!

Dançar é um ato sagrado em que o corpo se prepara para compartilhar a vida e tudo aquilo que carregamos de mais sagrado dentro de nós: o amor.

Se uma bailarina é incapaz de viver o que ela dança, todos os seus titulos não valem nada.

A Dança é um ato de beleza, é a trazer o sublime para o nosso cotidiano, despertar por alguns minutos aquele sentimento de eternidade, de gozo.

Não é exibir-se como aquela que pode executar melhor, não é seduzir aquele que não lhe pertence ou provocar aquelas que não têm pretensões profissionais.


O que este chackra têm a nos ensinar é que o ventre, como poder gerador de vida também é  causador da morte, portanto, cuidado com os seus atos, se a dança lhe confere o poder, não abuse dele, não faça de suas capacidades abençoadas um ato de vandalismo consigo mesma!

Tornar-se professora nada mais é que atuar na humildade, pois todo o conhecimento da Dança do Ventre, toda essa tradição milenar pertence a todas as mulheres, é um patrimonio das entranhas.

Nos anos de professora eu vejo, que as alunas não aprendem a dancar, elas se lembram de algo dentro de si que ficou esquecido quando elas nasceram...e é um conhecimento tão velho que eu, como professora tenho que me reverenciar, pois ali,  naquele momento, não há hierarquia.

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Exercícios para solo de Tabla - aula técnica

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Swadhistana - Exercícios de mentalização/criatividade

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A próxima etapa do processo são os movimentos em si a serem executados inicialmente como exercícios de repetição continuada e depois improvisação.
Mantenha a sala iluminada por velas, cada aluna deverá trazer suas tacinhas, roupas douradas, amarela ou laranja.

Exercício - ative sua imaginação
(utilize músicas melódicas sem percussão)





Postura da Deusa
olhos fechados
Braços erguidos formando um crescente, utilize as tacinhas, assim as palmas estarão voltadas e tensionadas para o alto.
Lembre-se das raízes invisíveis que seus pés representam, contate-se com o chão, pense que seu corpo é uma árvore cujas raízes são profundas e captam a escuridão da terra e das mulheres do passado, traga essa memória para o ventre e imagine uma espiral dourada ativando todo o seu corpo a partir do seu gerador.
Imagine  que essa luz dourada tomará conta de todo o seu corpo, seguindo para os braço, os galhos de sua árvore imaginária. Mentalize que essa energia transformar-se-á em água dourada, preenchendo o interior de ambas as taças.

Abra os olhos devagar, descendo os braços à frente do corpo e compartilhe reverenciando-se uma a outra.


Ondulações com taças
Mantenha os braços unidos na frente, mantendo as taças proximas aos seios. Repita sequências de ondulações alternando com oitos, mantendo a idéia de sustentar algo sagrado dentro de suas taças. Não relaxe ou perca a concentração, imagine que está sustentando a memória de suas avós, todo o amor e a sabedoria delas em você.
Desça os braços até a linha da cintura, e mentalize mais uma vez o fluxo de energia que vem da terra, passa pelo ventre segue para o coração divide-se e em dois e flue para os braços.


Luz Azul
Mantenha a postura, braços na altura da cintura.
Uma outra corrente de luz vem até o seu corpo, do alto. Imagine que das profundezas do Cosmos, da escuridão do Espaço um fluxo de luz atravessa as estrelas até chegar em você, uma memória muito antiga, muito além de todas as história que se manifesta de cor azulada e derrama-se sobre seus cabelos, desce pela garganta até o centro do peito e une-se com a luz dourada em uma delicada dança de cores.


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Isis Zahara

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Swadhistana Chackra - banho de jasmin

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"A região sacral não reserva apenas o lado criativo, e sim, parte dos órgãos de limpeza: o intestino grosso, bexiga e os rins, coincidência, ou não, nas doutrinas egípcias, hindus e árabes, esta região é regida pelo elemento água, fisiologicamente, no intestino grosso ocorre a maior absorção de água, a bexiga é um órgão que armazena líquido e os rins são responsáveis por filtrarem as impurezas tóxicas do sangue, também líquidas.
(Apostila de Danca do Ventre - A mulher como território da Deusa - Isis Zahara pg 15)


Voltamos aqui à importância do ventre para as tradições antigas, representado na maioria das vezes como um cálice dourado ou uma flor de seis pétalas brotando da escuridão. 
Todo cuidado é pouco ao trabalhar com a região do ventre, mas, seguem aqui exercício que podem auxiliar nas aulas de criatividade. Siga sempre a sequencia dos chakras, começando pelo Muladhara. Roupas douradas, flores vermelhas, amarelas, brancas, perfumes, taças e velas.
Prefira fazer à noite para manter a iluminação dourada das velas. 


Banho de Imersão ou Escalda-pés
Se estiver em um spa ou reunidas num hotel para o curso, iniciem com um banho de imersão, mas se estiver em sala de aula faça um escalda-pés, o contato com a água é muito importante antes do processo. 


- Banheira com água morna (tonificante, sedativa e relaxante).
- Dissolva 5 gotas de óleo essencial de jasmin  em uma colher de mel.
- Dissolva na banheira.
- Coloque uma música estilo melódico, como um taksin, solo de alaúde.


Se não puder fazer essa primeira etapa do seu ritual, borrife água perfumada na sala:


- 5 gotas de óleo essencial de jasmin
- 200ml de alccol cereais
- 200ml de água mineral




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isis zahara



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Swadisthana Chackra - relações entre Touro e Útero

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Salam queridas,  estou em processo de montagem do novo Studio, que trabalhinho! Tudo novo que me dá aquele friozinho só em pensar nas proximas aulas e gravações! Em breve! Muito em Breve, estarei postando novamente as aulas no youtube...em um novo cenário, com muitas novas histórias para contar!

Mas, não posso deixar de escrever aqui neste diário que pretende ser um subsídio didático às amantes desta arte sagrada que é a Dança do Ventre!

Falamos um pouco sobre cada centro energético do corpo e detalhei em dois posts uma base do que é o Muladhara e exercícios para equilibrá-lo e despertá-lo de uma forma balanceada! Isto é importante! Quando sentimos ou presenciamos bailarinas extremamente ciumentas, invejosas, que despendem parte do tempo criticando, podem ter certeza, um desequilíbrio ocorre naquele corpo, e você pode encontrar diversas explicações na psicologia, na psicanálise ou, de uma forma mais poética, mais ilustrativa como a teoria dos chackras  e outras tradições antigas...



Swadisthana


"A região sacrococcigiana, formada pelos ossos do cóccix e do sacro, coloca a cintura pélvica em contato com toda a coluna vertebral, também a articulação do fêmur comunica o ilíaco ao restante da perna.
Dentro da técnica da dança esta região é, sem dúvida, uma das mais trabalhadas, sendo imprescindível o estudo e todo cuidado sobre ela.
A cintura pélvica é uma articulação semimóvel, ou seja, com movimentos limitados, enquanto que a articulação do fêmur é móvel, possuindo movimentos livres e é a composição dessas duas articulações que a maioria dos movimentos procede.
            O segundo ponto, de energia vital, apresenta outros aspectos da sexualidade e está localizado no miolo do tronco, um pouco abaixo do umbigo, próximo aos órgãos de reprodução.
(Apostila de Danca do Ventre, A Mulher como Território da Deusa - Isis Zahara p 34)


Conhecido no Ayurveda pelo termo Swadithana, o centro energético cuja memória emotiva carrega toda a criatividade e pulsão maternal, que vai muito além da maternidade concreta. 

"A região sacral está relacionada com as gônadas, glândulas das funções sexuais e reprodutoras, está também, ligada ao hipotálamo e à hipófise, constituindo parte de um complexo circuito nervoso e hormonal, cuja energia criativa pode ser forte como um touro quando ativada. Aliás, a semelhança, curiosa, entre a cabeça da vaca e o formato do sistema, reprodutor, feminino faziam deste animal, o símbolo de Isis e de Hathor." 











Dentro da filosofia Tantrica, o Chackra Swadithana possui seis pétalas brancas, no centro pode-se ver um crescente lunar outra alusão aos chifres e aos ovários, representando a energia sexual e seus impulsos, a deusa Afrodite  propramente dita concentrada em seu ventre!

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Exercícios de Dança do Ventre para Muladhara Chackra

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Limpe a sala antes das aulas e disponha óleo essencial de lavanda, se puder, utilize a lavanda ou o limão a cada intervalo entre as aulas, tais oleos dissipam as impressões deixadas. Como estamos tratando de exercícios de limpeza e equilíbrio interno suas alunas deixarão todas as tensões e inquietações no local, portanto, dê uma faxina para que a proxima turma não absorva o que ficou... óleos ou incensos servem justamente para isso. O óleo de gerânio é utilizado no corpo, passe no ventre e nas pernas.

Disponha as alunas em um círculo e fique no centro, esqueça o espelho pois neste momento buscaremos a dança interna, o contato com o próprio corpo.

Exercício 01
Pés separados na distância proporcional aos ombros, quadril levemente encaixado, corpo relaxado, olhos fechados. Mentalize e atente-se aos pés, sinta-os no chão.
Respiração normal
Abra os dedos mantendo o peso do corpo em toda a planta e agarre o chão como se tivesse garras.
Repita de 8 à 20 vezes.

Exercício 02
Execute o oito maia (olhos fechados) sentindo os pés, observe a transferência de peso durante o movimento e mentalize um fluxo de energia vindo do interior da terra.
Imagine um veio de luz dourada que você suga com os pés a medida em que  levanta o quadril e devolve para a terra quando o quadril é projetado para baixo.
Amasse a terra com carinho, lembre-se que na dança do ventre o corpo feminino equivale  a uma árvore recebendo a seiva.
Repita de 8 à 20 vezes


Exercício 03
Bata os calcanhares provocando a vibração shimmy simples, concentrando o movimento em sua base, sinta a percussão provocada pelos calcanhares sobre a terra. Mentalize que está sobre um grande tambor dourado na qual todos os seres dependem de sua percussão para existirem.
Repita por alguns minutos

Exercício 04
Bata os calcanhares unidos, começando lentamente e acelerando após 10 repetições.
Repita por alguns minutos


Exercício 05
Mentalize uma bola de fogo concentrada em seu assoalho pélvico, pense nesta região com carinho e não com desprezo ou vergonha.
Contraia o ânus ao encaixar o quadril e relaxe ao desencaixar.
Repita por alguns minutos


Exercício 06
Concentrando na bola de fogo situada no assoalho pélvico, inspire direcionando o ar para o abdomen e expire contraindo-o (sempre pelo  nariz).

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