Mulheres do Sahara

0
Ao visitar uma das famílias beduínas, que se alojam na periferia da cidade de Hugharda, Egito, no limite oriental do Sahara, atentei-me pela rusticidade extrema e uma vaidade sutil que ressalta a pobreza naquelas mãos precocemente envelhecidas.
Não são tuaregs, são mulheres imigrantes do Golfo Pérsico, beduínas da Arábia que num passado muito antigo adoraram deusas, dançaram com os cabelos ao vento e agora fazem pão para os turistas que as visitam.
Tenho alguns escritos sobre a vida nas arábias, uma pesquisa sobre as danças pré-islâmicas e ao vê-las, em realidade, sentadas sobre as areias, senti poucas mudanças daquelas em que construí no papel.
Escrevi sobre um força que resiste nas sombras, abaixo do poder masculino, que percorre a vida, de forma escondida como a própria víbora que  desliza sem ser vista. Assim é, reunidas sob as tendas, na escuridão das roupas, em silêncio.

)O(

0 comments:

Dança do Ventre - Dicas para ter um figurino harmônico

0


São pequenos detalhes que valorizam mais ainda o nosso corpo dançarino, eu acabo falando durante as aulas e compartilho aqui com vocês!

Saias e cholis

O modelo de saia é fundamental em um look de dança.
Dependendo do tipo de corpo a saia pode enfatizar nossas qualidades ou transformá-las em defeitos.
Saiba com lidar com isso na hora de criar o seu look!

Se você é tipo pêra (quadris mais largos que o resto do corpo)
Evite saias retas, muito Justas e abuse dos cortes evasês (em formato A) ou  meio godê também conhecido como sereia.
Se os quadris estiverem grandinhos escolha um cinturão mais largo para combinação ficar mais harmônica.
Se os seus braços forem miudinhos coloque mangas ciganas.

Se você é tipo ampulheta ou retangular (as medidas do quadril são iguais as dos ombros):


Ampulheta (tem cintura)
O ideal são cortes retos e justos com um cinturão ou bordado que crie volume nos quadris.

 Retangular (não tem cintura)
Mas, se você tem as linhas muito retas e for muito magrinha procure modelos godê e evasê para criarem volume  nos quadris.
Ouse nos vestidos e nos detalhes!

Triângulo invertido
 Evite o corte reto porque criará um desequilíbrio no seu look.
Abuse dos godês poderosos, cinturões com franjas coloridas e desenhadas, quanto mais detalhe melhor.
Evite as mangas ciganas e se você gosta de acessórios coloque braceletes.
 
Redondinha
Sinal vermelho para as saias retas e muito justas.
 Abuse dos godês ciganos, aqueles com 360 graus, nas cores escuras.
O ventre para nós é Sagrado e portanto nada de escondê-lo, se você for do tipo Lua Cheia use e abuse dos cholis indiano, são tops com mangas compridas que deixam qualquer dançarina exoticamente elegante.
Se você ainda é tímida, abuse no crochê com moedas ou prolongue seu top com uma super franja vermelha.

M'a Salam
)O(
Isis

0 comments:

Om'Ali, prazer e religiosidade

0

Eu cobri muitas vezes o rosto ao ver o Om’Ali em minha frente, um folhado de pistache, coco, avelãs: uma oração! Tão bom e inesquecível como desfrutar um fim de tarde à beira do Mar Vermelho.
Meu amor pelo doce foi tanto que acabei recolhendo uma receita e compartilhar essa jóia do deserto:


Om’Ali


1 (1kg) pacote de folhas de massa folhada
1 / 2 xícara de nozes picadas
1 xícara de pistache moído
1 xícara de avelãs picadas
1 xícara de uva passa
1 xícara de coco em flocos
1 xícara e meia de açúcar
4 xícaras de leite
1 / 2 xícara creme de leite


Pré-aqueça o forno a 180 graus C.
Unte uma assadeira 9x13 cm.
Coloque as folhas de massa na assadeira e coloque a forma no forno.
Quando a camada superior ficar dourada, retire do forno.


Em uma tigela, misture as nozes, pistache, avelãs, as passas, coco e 1 / 2 de xícara de açúcar.


Quebre a massa folhada assada em pedaços e misture com as nozes.
Espalhe a mistura final uniformemente no prato de 9x13 polegadas.


Levar o leite e 1 / 2 xícara de açúcar para ferver em uma panela média em fogo médio.


Quando ferver, despeje sobre a mistura de nozes.


Bata o creme de leite com o restante 1 / 2 xícara de açúcar até formar picos firmes.


Espalhe uniformemente sobre a mistura que está na forma.


Coloque a forma em fogo alto e deixe até dourar, aproximadamente 10 minutos.


Sirva quente com Karkadeh, um chá de hibiscus seco que pode ser encontrado em empórios ou feito em casa se você tiver hibiscus no jardim.

0 comments:

Isis Zahara vai ao Egito

1

1 comments:

Isis Zahara vai ao Egito e conta um pouco de sua história

0
Salam Malaykun!

Não fui ao Egito para ver as pirâmides, sobrevoei o Nilo e desci em Hugharda, 436 km ao sul de Suez, na boca do Mar Vermelho.

Foram alguns dias entre as areias do Sahara onde pude vivenciar o vazio, a inconstância das areias, a Fata Morgana. Vi as mulheres beduínas em sua rotina rústica de muitos afazeres, mas não vi seus rostos. Os beduínos atualmente têm uma tarefa difícil em manter-se nômades, seguir suas tradições à margem de culturas crescentes e globalizadas. A exposição da vida e dos hábitos cotidianos aos turistas é uma constante e às vezes faz da paz beduína um espetáculo de circo.

As danças egípcias são especiais, delicadas, particularmente alegres e enriquecem a vista com o colorido das roupas. Os rituais são pesados, secretos, proibidos, têm incorporações totemicas, animalescas.

A dança do ventre é uma dádiva, assim como o Nilo, fluente, dócil e sensual, pude assistir bailarinas clássicas que ainda dançam ao estilo de Samia Gamal, Taheya e Souhair Zaki.

Ainda me impressiono com a Tannura, por mais que tenha assistido diversas vezes em minha vida. O ritmo, as saias e a figura masculina em constante giro me remetem a um caleidoscópio humano.

A culinária é uma das minhas preferidas, os mezes com tahina, homos e babaghanouji, o tabule baladi. A sopa típica Moloukheya com pão baladi....

Termino aqui o post pelo tempo, mas minha história sobre a viagem continuará com mais detalhes....

Shokran

Ma'asalama
Isis Zahara

0 comments:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...